Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar abre nesta segunda-feira (28) em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,2010. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começa os negócios às 10h. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ Nesta manhã, o Banco Central divulga o Boletim Focus, com as projeções do mercado para inflação, PIB, dólar e Selic, indicadores que ajudam a mostrar as expectativas para a economia. O BC também apresenta os dados de agosto sobre o fluxo de recursos entre o Brasil e outros países, além da pesquisa Firmus, que reúne a percepção das empresas sobre a atividade econômica. ▶️ Também nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou dados sobre a confiança da indústria brasileira, que caiu pelo terceiro mês seguido em setembro. O indicador recuou 2,4 pontos, para 91,3, sinalizando uma piora na percepção dos empresários sobre o setor e suas perspectivas. ▶️ Às 14h30, o Tesouro Nacional apresenta o relatório da dívida pública de agosto, com informações sobre o tamanho e a composição da dívida federal, importantes para acompanhar a situação das contas do governo. Às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior divulga a balança comercial da quarta semana de setembro, com os dados mais recentes de exportações e importações do país. ▶️ No exterior, os mercados acompanham falas de dirigentes do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, além das tensões entre Estados Unidos e Irã. O foco está nos possíveis impactos sobre o petróleo, cujo preço pode influenciar a inflação e os mercados globais. Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,72%; Acumulado do mês: +0,03%; Acumulado do ano: -5,61%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: +0,32%; Acumulado da semana: -0,92% Acumulado do mês: +3,44%; Acumulado do ano: +13,90%. Encontro entre Trump e Xi Jinping O líder chinês Xi Jinping disse que EUA e China "alcançaram entendimento comum em muitas questões" após a reunião realizada com o presidente Donald Trump na Casa Branca, na quinta-feira (24). Xi discursou à noite em um jantar de gala oferecido por Trump na sede do Executivo. Ele disse que os dois países devem encontrar novas formas de entendimento entre si. O republicano também subiu ao púlpito para um breve discurso, em que agradeceu a visita do chinês e convidou os presentes para ver, através de uma cortina vermelha, as obras do novo salão de festas que ele mandou erguer na Casa Branca. Os discursos ocorreram antes do jantar e não houve abertura para perguntas dos jornalistas. Trump e Xi passaram o dia entre reuniões e compromissos conjuntos em Washington. Num encontro pela manhã, os líderes sinalizaram que pretendem cooperar para um "futuro comum". Xi Jinping reconheceu a rivalidade entre as duas principais potências econômicas mundiais, mas pediu que os dois países evitem um confronto. "A China e os Estados Unidos devem manter a linha de não conflito e não confronto entre si", afirmou o líder chinês, recepcionado com pompa por Trump durante a visita de dois dias que faz ao país rival. Em discurso em cerimônia dentro da Casa Branca, Trump repetiu que mantém "uma verdadeira amizade" com o colega, "baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo". Por que, mesmo estando nos EUA, Xi Jinping escolheu não discursar na ONU? Na quarta-feira, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que os EUA e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro. Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo. A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro. Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses. EUA e Irã também ficam no radar Após uma troca de falas mais dura entre os presidentes dos EUA e do Irã, o líder iraniano afirmou, na quinta-feira, que o governo americano deve decidir se quer encerrar a guerra e disse que seu país não deseja a continuidade do conflito. A declaração foi dada à emissora americana Fox News. Pezeshkian havia adotado um tom mais desafiador em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quarta-feira (24), quando afirmou que o Irã não vai se "ajoelhar" diante dos Estados Unidos. A declaração ocorreu após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que Washington mantém conversas com Teerã. "Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar. Mas, instigados por Israel, impuseram essa guerra a nós. Mas não queremos continuar. São os Estados Unidos que devem decidir se querem acabar com isso", disse Pezeshkian, segundo tradução da Fox News. O presidente iraniano afirmou ainda que seu país está disposto a chegar a um acordo com Trump para encerrar o conflito. Ao mencionar um cessar-fogo, questionou por que um acordo teria sido rompido apenas duas semanas após sua assinatura. "Por que, apenas duas semanas após a assinatura de um acordo, eles decidiram implodi-lo?", disse. Pezeshkian também afirmou que o Irã estaria disposto a negociar com o governo americano dentro das normas internacionais. "Se o atual governo americano, dentro das estruturas jurídicas internacionais, quiser chegar a um acordo, perfeito. Caso contrário, antes ou depois das eleições legislativas americanas, que diferença faz para nós?", afirmou. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices americanos fecharam em alta nesta sexta-feira, conforme o maior otimismo com a inteligência artificial impulsionava papéis do setor de tecnologia. O Dow Jones subiu 0,91%, enquanto o S&P 500 teve alta de 0,49% e o Nasdaq Composite avançou 0,47%. Do outro lado do Atlântico, as ações europeias interromperam uma sequência de três semanas de perdas nesta sexta-feira (25), impulsionadas pela queda nos preços do petróleo durante a maior parte da semana. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, fechou em alta de 0,56% e o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,14%. Já o CAC-40, da França, foi na contramão e fechou em queda de 0,04%. Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com setores de seguros e tecnologia liderando perdas enquanto investidores aguardavam mais detalhes sobre a cúpula entre Trump e Xi Jinping, em Washington. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,01%, o Nikkei, do Japão, avançou 1,30%. O Kospi, da Coreia do Sul, o SSEC, índice de Xangai, e o CSI300, que reúne as maiores empresas das bolsas de Xangai e Shenzhen, não operaram nesta sexta-feira por conta de um feriado local. Dólar Freepik * Com informações da agência de notícias Reuters.
O mercado financeiro elevou sua estimativa de inflação e projetou um crescimento menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. As informações fazem parte do "Boletim Focus", divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central (BC), com base em pesquisa realizada na última semana com mais de 100 instituições financeiras. A alta na estimativa de inflação acontece apesar da continuidade da guerra no Oriente Médio, que eleva o preço do petróleo, com potencial de pressionar a inflação brasileira (via aumento dos combustíveis). ➡️ Para 2026, a estimativa de inflação subiu de 4,92% para 4,99%; ➡️ Para 2027, a expectativa avançou de 4,30% para 4,31%; ➡️ Para 2028, a previsão continuou em 3,80%; ➡️ Para 2029, a estimativa ficou estável em 3,50%. Agora no g1 Desde o início de 2025, com a adoção do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. 🔎 Por que isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra da população — especialmente entre quem recebe salários mais baixos. Isso ocorre porque os preços sobem, enquanto os salários não acompanham esse aumento. Produto Interno Bruto Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, o mercado financeiro recuou sua projeção de 1,88% para 1,86% na semana passada. Com isso, os analistas estimam desaceleração da economia neste ano, visto que, em 2025, o PIB cresceu 2,3%, conforme divulgação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). ➡️ O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir o desempenho da economia. 🔎Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social. Para 2027, a projeção do mercado de crescimento do PIB caiu 1,43% de 1,41%. Em um ano eleitoral, o governo tem adotado ações para estimular a economia e reduzir o endividamento da população, o que impulsiona a demanda por produtos e serviços. A estratégia do governo, porém, dificulta o controle da inflação. O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter as pressões inflacionárias. Corte dos juros O mercado financeiro também continuou projetando um novo corte de juros neste ano. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano — após cinco cortes neste ano. A estimativa do mercado para a taxa Selic ao fim de 2026 permaneceu em 13,50% ao ano na última semana, embutindo uma última redução da taxa neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado permaneceu em 12% ao ano. Para o fim de 2028, a estimativa dos analistas continuou em 10,50% ao ano. Taxa de câmbio O mercado financeiro manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao fim deste ano em R$ 5,20 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas dos bancos continuou em R$ 5,28 por dólar.
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