GWM Ora 5 promete 1 mil km com tanque cheio A GWM anunciou o Ora 5 durante o Salão de Pequim, que acontece a partir desta sexta-feira (24) na capital chinesa. O modelo é o primeiro carro híbrido da marca e já foi flagrado em testes no Brasil. A fabricante não informou a potência total do sistema híbrido, mas confirmou o uso de um motor elétrico combinado a um motor a combustão 1.5 turbo. Uma configuração parecida já é utilizada no Haval H6. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp No Haval H6, esse conjunto híbrido entrega 243 cv de potência e 55 kgfm de torque, utilizando exclusivamente gasolina. No Ora 5, a autonomia divulgada é de até 1.100 km com um tanque cheio, enquanto o consumo urbano informado é de 22,2 km/l. Assim como no Toyota Corolla híbrido e no Haval H6, o próprio carro gerencia automaticamente o uso do motor elétrico ou do motor a combustão, além de controlar a recarga da bateria. GWM Ora 5 divulgação/GWM (O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.) Em termos de tamanho, o Ora 5 segue proporções de SUV. O modelo tem 4,47 metros de comprimento e 2,72 metros de entre-eixos. Para efeito de comparação, ele é cerca de 7 centímetros mais curto que um Jeep Compass e tem um entre-eixos 8 centímetros maior que o do Toyota Corolla Cross. Ora 5 quer enfrentar Toyota e a própria GWM Em 2026, o híbrido mais vendido do Brasil é o Toyota Corolla Cross, com 5.950 unidades emplacadas entre janeiro e março, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O SUV da Toyota registra consumo urbano de até 16,6 km/l com gasolina. Pelos números divulgados pela GWM, o Ora 5 é 33% mais econômico. O modelo também promete gastar menos combustível que o segundo híbrido mais vendido do período, o Haval H6, que somou 4.478 unidades emplacadas no primeiro trimestre do ano. De acordo com o Inmetro, o Haval H6 tem consumo urbano de 14,7 km/l com gasolina.
A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), controladora da Eletronuclear – responsável pela operação pelas operações das usinas nucleares Angra 1 e 2 e pela construção de Angra 3 –, pode precisar de um aporte por parte do Tesouro Nacional em 2027. 💰 A pressão nas finanças da ENBPar decorre da situação econômico-financeira da Eletronuclear, que demanda investimentos para a extensão da vida útil da Usina Angra 1, além das incertezas que ainda cercam a conclusão das obras na Usina de Angra 3. 📝 A informação consta no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado na semana passada pelo governo ao Congresso Nacional. "A incerteza quanto à decisão definitiva acerca da conclusão do empreendimento de Angra 3 e aos eventuais custos decorrentes, bem como o descasamento temporal entre os investimentos requeridos e a geração de receitas (prevista para o longo prazo), mantém o risco fiscal no horizonte analisado", diz trecho do projeto do governo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 🔎 A ENBPar, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), também controla a participação brasileira em Itaipu Binacional, que opera a usina que pertence ao Brasil e ao Paraguai. "Ressalta‑se que a eventual materialização desse risco dependerá da evolução das decisões de política pública setorial, da definição quanto à modelagem do empreendimento de Angra 3 e da capacidade de equacionamento das fontes de financiamento, não configurando, no presente momento, obrigação fiscal certa ou determinada", complementa o documento. A Eletronuclear gasta com a manutenção de Angra 3 mais de R$ 1 bilhão por ano. No momento, a empresa espera ganhar algum fôlego financeiro com debêntures, mas, mesmo assim, a situação "estrutural" da estatal precisa ser resolvida, segundo o presidente interino, Alexandre Caporal. "Não tem sentido fazer a Eletronuclear sangrar até potencialmente ter um colapso, porque R$ 1 bilhão de reais nenhuma empresa no mundo segura sem ter fonte de recurso para isso, por uma indefinição do governo [falta de definição do CNPE]. Ou vai vir a definição, ou vai vir o 'stand still'. [suspensão da dívida] Porque chegou-se num patamar que não tem como suportar mais", disse ele, ao g1, em dezembro de 2025. Em fevereiro deste ano, ele voltou a dizer que o caixa da empresa estava esgotando. “Se não houver uma solução, seremos os Correios amanhã”, disse Caporal, em referência à crise econômico-financeira dos Correios. Quem é dono da Eletronuclear? Apesar do controle estatal, a Eletronuclear tem uma estrutura acionária moldada pela privatização da antiga Eletrobras e pela legislação que impõe controle estatal sobre a geração nuclear de energia no Brasil. A companhia é uma sociedade de economia mista controlada pela ENBPar. Após a reorganização societária concluída entre 2022 e 2025, a ENBPar passou a deter 64,7% do capital votante da Eletronuclear, o que garante à União o comando estratégico da empresa. O capital restante passou a ser detido pela Âmbar Energia, braço do grupo J&F, que adquiriu a participação que ainda estava com a Eletrobras, que passou a se chamar Axia após a privatização. 💵Realizada em outubro de 2025, a operação de venda da participação da Axis para a Âmbar foi estimada em aproximadamente R$ 535 milhões. Com o negócio, a Âmbar ficou com cerca de 36% do capital votante e 68% do capital total, assumindo também obrigações financeiras relevantes, como debêntures associadas ao projeto de Angra 3. Usina Nuclear Angra 1 é uma das duas em operação no complexo localizado em Angra dos Reis (RJ) Divulgação/Eletronuclear Rombo das estatais 📨 Puxado pela situação dos Correios, as estatais federais registraram, em 2025, um déficit de R$ 5,1 bilhões, o segundo pior resultado da história. A situação continuou ruim no primeiro bimestre deste ano, quando o resultado negativo somou R$ 4,1 bilhões. 🔎 O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar no ano. ⛽ Os números foram divulgados pelo Banco Central. A série não considera a Petrobras e nem as empresas do setor financeiro como bancos públicos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste. O BC lembra que a Petrobras e a Eletrobras, privatizada em 2022, foram excluídas do cálculo das estatais federais em 2009, mas explica que a série histórica de anos anteriores foi revisada com base na nova metodologia — sendo válida, portanto, de 2002 em diante. Entram nesse cálculo empresas como Correios, a Emgepron, a Hemobrás, a Casa da Moeda, a Infraero, o Serpro, a Dataprev e a Emgea. O conceito do Banco Central considera apenas a variação da dívida, conceito amplamente utilizado em análises fiscais internacionais, enquanto o governo se utiliza do conceito conhecido por "acima da linha" (receitas menos despesas, sem contar juros da dívida). No documento enviado ao Congresso Nacional, o governo também aborda a situação da Infraero. Embora não aponte necessidade de aporte neste momento, o governo destacou que a redução da receita líquida de caixa pode comprometer a sustentabilidade da empresa no longo prazo. "A perspectiva de venda da participação da empresa no aeroporto do Galeão e o saldo de caixa e equivalentes de caixa da ordem de R$ 1,97 bilhão no encerramento de 2025 mitiga, no curto prazo, os riscos de eventual necessidade de aporte no curto prazo, no entanto, a continuidade de sucessivas reduções de saldo de caixa a cada exercício podem comprometer a sustentabilidade da empresa no longo prazo", diz o PLDO. Nos últimos dois exercícios, a empresa vem registrando redução líquida de caixa e equivalentes nos últimos dois exercícios. Nos últimos anos, a empresa perdeu a administração de dezenas de aeroportos em todo o Brasil para empresas concessionárias, o que diminuiu a receita.
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