Modo de voz do Gemini, assistente de inteligência artificial do Google Amanz/Unsplash O modelo de inteligência artificial (IA) voltado para consumidores da Google, o Gemini, invadiu múltiplos sistemas ao adivinhar credenciais de login durante testes de suas capacidades de segurança cibernética, informou a empresa nesta sexta-feira (18/09). Este é o mais recente de uma série de incidentes de segurança envolvendo IAs que agem de forma autônoma, aumentando as preocupações sobre a segurança dessa tecnologia. Usuário do TikTok tem câmera e fotos acessadas em ataque com ajuda de IA IA da dona do ChatGPT fez outro ataque hacker antes de empresa revelar incidente 'sem precedentes', dizem pesquisadores A gigante da internet é a quarta desenvolvedora de IA cujos programas demonstraram esse tipo de comportamento, depois da OpenAI, Anthropic e Meta. A Google só tornou os incidentes públicos, ocorridos em maio e descobertos pela empresa em julho, após um questionamento do diário The Wall Street Journal. O que se sabe sobre o incidente Segundo a reportagem do WSJ, houve três casos em que o Gemini se infiltrou nos sistemas de computador de outras empresas, cujos nomes não foram divulgados. Em um dos casos, a IA adivinhou senhas para acessar um sistema protegido. Nos outros dois, encontrou credenciais de login em um banco de dados. "Em uma avaliação padrão, o modelo encontrou informações públicas online e adivinhou credenciais para acessar sites que acreditava fazerem parte do teste", afirmou Heather Adkins, vice-presidente de engenharia de segurança da Google, em comunicado enviado à agência de notícias AFP. "Em todos os três casos, o modelo interrompeu a ação", disse Adkins. "Garantimos que as três organizações fossem informadas e trabalhamos com nosso parceiro de treinamento nas mudanças que agora foram implementadas em seus processos de teste." Empresa do ChatGPT admite casos em que inteligência artificial agiu por conta própria Agentes autônomos de IA representam riscos Incidentes semelhantes já haviam sido relatados anteriormente pela Meta, Anthropic e OpenAI. Esses episódios levantaram questionamentos sobre quais salvaguardas são necessárias, à medida que agentes de IA se tornam mais autônomos e passam a ter acesso à internet e a sistemas computacionais. Um modelo de IA desenvolvido pela OpenAI, criadora do ChatGPT, escapou de um ambiente seguro durante um teste em julho e, inesperadamente, invadiu os sistemas de outra empresa de IA, a Hugging Face. Isso levou a rival Anthropic a revisar seus próprios testes, durante os quais vieram à tona incidentes adicionais. Posteriormente, a Meta admitiu que uma de suas IAs havia invadido os sistemas de outra empresa devido a uma configuração incorreta em um parceiro responsável pelos testes. Neste mês, Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento da IA. Em uma publicação em blog, ele expressou preocupação de que um conjunto de sistemas autônomos de software, ou agentes de IA, possa assumir o controle de grande parte da internet dentro de seis a doze meses, causando prejuízos de bilhões de dólares.
Em uma era de instabilidade geopolítica, cada vez mais países desejam ter acesso facilitado às suas reservas de ouro CFOTO/picture alliance Fort Knox, o complexo fortificado no estado do Kentucky onde está armazenada cerca de metade das reservas de ouro do governo dos Estados Unidos, chega a ser um sinônimo de segurança extrema por sua inviolabilidade e estrutura imponente. Mas nem mesmo esse ícone americano tem segurado a debandada de ouro do país, alimentada por uma desconfiança crescente no governo de Donald Trump. A decisão do banco central da Holanda de transferir recentemente cerca de 86 toneladas de ouro de Nova York para Londres evidenciou as crescentes preocupações de alguns governos com o armazenamento de ativos estratégicos nos EUA e com a possibilidade de acessá-los rapidamente em uma crise. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 O banco central holandês (DNB) citou a "instabilidade geopolítica" e afirmou que distribuir suas reservas de ouro entre diferentes jurisdições aumentaria sua "preparação para crises". Mas o país não é o único nesse movimento. A França também retirou sua reserva remanescente em ouro do Federal Reserve de Nova York entre julho de 2025 e janeiro de 2026, embora o presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, tenha afirmado à época que a decisão não teve motivação política. O governo holandês transferiu seu ouro para o Banco da Inglaterra (na foto) Peter Nicholls/REUTERS Vários políticos da Alemanha e da Itália, que possuem respectivamente a segunda e a terceira maiores reservas de ouro do mundo, defenderam que o ouro de seus países também seja retirado dos EUA. Eles alegam preocupações com a imprevisibilidade das políticas do governo americano e sua crescente hostilidade em relação à União Europeia, incluindo ameaças de anexar parte da Groenlândia. A corrida do ouro Segundo Sebastien Tillett, analista da Oxford Economics, a apreensão direta de ativos é um "risco extremamente remoto" para os bancos centrais europeus. No entanto, acrescentou, há preocupações crescentes com a facilidade de acesso aos ativos em uma era de incerteza geopolítica. "A preocupação mais relevante é que ativos mantidos em outra jurisdição possam se tornar temporariamente inacessíveis em um cenário extremo de sanções, disputas legais ou tensões geopolíticas", afirmou. Agora no g1 De modo geral, segundo Krishnan Gopaul, do Conselho Mundial do Ouro, os bancos centrais ao redor do mundo vêm comprando mais ouro desde a crise financeira global de 2008 e estão cada vez mais atentos a onde e como armazenam suas reservas. Como resultado, os preços do ouro atingiram níveis recordes. Uma pesquisa recente do Conselho Mundial do Ouro constatou que os bancos centrais acumularam, em média, 1.000 toneladas de ouro nos últimos quatro anos, acima da média de 500 toneladas observada na década anterior. Segundo Gopaul, como a crise financeira global de 2008 foi seguida pela crise da dívida soberana da zona do euro e depois por uma série de crises políticas, uma pandemia e um período prolongado de conflitos e instabilidade geopolítica, o ouro passou a ganhar ainda mais destaque como ativo de proteção. "Ao longo das últimas duas décadas, surgiram dúvidas e preocupações em torno do sistema financeiro global e do cenário geopolítico sob diferentes formas", disse. As decisões da Holanda e da França de transferirem suas reservas de ouro dos Estados Unidos para a Europa ressaltam a nova atenção dada ao local exato onde o metal está armazenado, para que ele possa ser utilizado de forma rápida e fácil em caso de uma nova crise. Processo complexo Bancos centrais, governos e fundos soberanos mantêm ouro físico em diferentes localidades. Transferi-lo pode ser extremamente complexo, arriscado e caro, enquanto a facilidade para vendê-lo ou trocá-lo por moedas e outros ativos depende de sua localização. "Os bancos centrais estão prestando mais atenção ao local onde mantêm suas reservas, assim como aos ativos que possuem, principalmente para maximizar a resiliência e a flexibilidade dessas reservas", disse Tillett. Gopaul afirmou que a gestão de reservas tornou-se "incrivelmente importante" e que, embora pareça natural concentrar-se nos possíveis riscos associados a uma determinada jurisdição, como os EUA, parte da lógica dessas decisões é garantir que o ouro esteja o mais próximo possível de casa e em um centro financeiro com alta liquidez. Ele destaca o fato de que o banco central holandês transferiu suas reservas para Londres, e não para a Holanda, porque o Reino Unido é "um dos centros de negociação mais líquidos do mercado de ouro". "A ideia é que, em caso de crise, em períodos de estresse, esse ouro possa ser mobilizado", afirmou. "Londres é praticamente o coração do mercado de ouro. Há tanta atividade ali e o mercado é tão líquido que, em uma crise, é lá que você deseja ter o seu ouro." O Banco da Inglaterra é um dos principais detentores e custodiante de ouro do mundo. Estima-se que mantenha cerca de 400 mil barras de ouro, avaliadas em aproximadamente 270 bilhões de dólares (cerca de R$ 1,3 trilhão). A questão americana Embora transferir ouro para um local como Londres tenha seus próprios atrativos para entidades europeias, é evidente que as dúvidas sobre a confiabilidade dos EUA na era Trump e sobre o sistema financeiro americano como um todo estão influenciando essas decisões. Na semana passada, o gestor do gigantesco fundo soberano da Noruega, avaliado em 2,3 trilhões de dólares (R$ 11,7 trilhões), afirmou que o fundo precisa reduzir significativamente sua exposição aos títulos do Tesouro americano. A decisão parece ser motivada por preocupações com o mercado de títulos públicos dos EUA, onde a inflação elevada e o aumento da dívida governamental vêm pressionando os custos de financiamento e assustando investidores. Tillett afirmou que o ouro continua sensível às decisões do Federal Reserve e que a preocupação generalizada com os mercados financeiros americanos tem levado detentores do metal a considerar a transferência de seus ativos. Além dessas preocupações específicas com os mercados financeiros, a retórica de Trump sobre a Groenlândia e as contínuas ameaças veladas à União Europeia reforçaram os motivos para que instituições europeias redistribuam seus ativos. Ainda assim, os Estados Unidos, e especialmente o Federal Reserve de Nova York, em Manhattan, continuam sendo um importante custodiante de boa parte do ouro europeu, em particular o da Alemanha. Embora o Banco Central alemão tenha transferido cerca de 300 toneladas de ouro dos Estados Unidos para a Alemanha entre 2013 e 2017, ainda mantém bem mais de 1.000 toneladas em território americano. No ano passado, o banco declarou em comunicado: "Não temos qualquer dúvida de que o Fed de Nova York é um parceiro confiável e seguro para a custódia de nossas reservas de ouro." --------- Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.
Copyright © DJG Consultoria em T.I.
Design This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.
