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A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
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Sozinho, Elon Musk teria investido cerca de US$ 21 milhões na campanha do juiz Brad Schimel, candidato republicano à Suprema Corte de Wisconsin. Já George Soros apoiou a vitoriosa Susan Crawford, dos democratas. Elon Musk, do lado esquerdo, e George Soros, do lado direito David Swanson/Reuters e Ronald Zak/AP Os Estados Unidos tiveram sua primeira eleição judicial nesta terça-feira (1), desde que Donald Trump assumiu seu mandato em janeiro. O resultado não agradou ao presidente e seus aliados republicanos: a democrata Susan Crawford venceu e foi eleita para a Suprema Corte de Wisconsin, um dos estados "pêndulos" dos EUA. Além da vitória da democrata em um estado que preferiu Trump nas eleições de 2024, outra particularidade chamou a atenção: essa foi a eleição judicial mais cara da história do país. Esse "marco" foi alcançado pela influência de dois dos homens mais ricos do mundo: Elon Musk, empresário que mais apoiou Trump e agora participa do governo, e George Soros, investidor que apoia historicamente os democratas. Segundo agências de notícias internacionais, Musk investiu cerca de US$ 21 milhões na campanha do juiz Brad Schimel, candidato republicano. Já a vitoriosa Susan Crawford foi apoiada por Soros, mas não há informações sobre valores. Entenda abaixo quem são Elon Musk e George Soros. LEIA MAIS Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo em 2025 Lista de bilionários da Forbes: Elon Musk é homem mais rico do mundo em 2025; veja o top 10 Lista de bilionários da Forbes tem 55 brasileiros; conheça os mais ricos, e de onde vêm suas fortunas Schwarzenegger, Springsteen, criador de rede de burritos: os novatos na lista de bilionários da Forbes Lista de bilionários da Forbes 2025: saiba quem são as pessoas mais ricas do mundo Elon Musk Elon Musk, dono do X, da SpaceX e da Tesla, em reunião na Casa Branca, em 26 de fevereiro de 2025 Reuters/Bryan Snyder Nome completo: Elon Reeve Musk Idade: 53 anos, nascido em 28 de junho de 1971 Onde nasceu: África do Sul Onde vive: Estados Unidos Família: 13 filhos reconhecidos e suspeita de um 14° Fortuna: US$ 342 bilhões Principais negócios: Tesla, SpaceX e X (antigo Twitter) Elon Musk é o homem mais rico do mundo, com um patrimônio estimado em US$ 342 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões), segundo a lista de bilionários da Forbes. Ele nasceu em Pretória, capital da África do Sul. É filho de um sul-africano e de uma canadense de classe alta. Por sua ascendência, conseguiu se naturalizar canadense e americano. Hoje, vive nos EUA, onde atua como empresário e conselheiro da Casa Branca. Musk se tornou bilionário ao fazer fortuna no setor de tecnologia. Sua empresa mais famosa, a Tesla, é uma montadora de veículos elétricos com sistemas de direção autônoma e investimentos em inovações tecnológicas. O bilionário também é dono da SpaceX, uma empresa de voos espaciais. A companhia criou a maior nave espacial do mundo, a Starship, e já lançou várias missões não tripuladas para o espaço, todas transmitidas ao vivo e sucesso de audiência Elon Musk e Twitter: a cronologia da primeira negociação até a compra da rede social Musk também gerencia o Twitter, que sob seu comando passou a se chamar X. Em abril de 2022, ele fez um acordo para comprar a empresa por US$ 44 bilhões. O negócio teve entraves, mas a venda foi concluída em outubro daquele ano. Musk é um grande entusiasta da inteligência artificial (IA) e foi um dos fundadores da OpenAI, criadora do ChatGPT. Ele continua desenvolvendo projetos de IA e é dono da xAI, empresa que criou o Grok, concorrente do ChatGPT. Já como o homem mais rico do mundo, ele foi um dos principais aliados e apoiadores de Trump nas eleições de 2024. Após sua vitória, Trump deu a Musk o comando do novo Departamento de Eficiência (DOGE), cujo objetivo é cortar gastos públicos. Na vida pessoal, Musk chama a atenção com seus filhos — que são muitos e têm nomes peculiares. Ele é pai de 13 filhos, e há suspeita de que recentemente tenha nascido o 14º. Do seu primeiro casamento com a escritora Justine Musk, nasceram seis filhos: Nevada, em 2002, que morreu após o parto; os gêmeos Griffin e Vivian, nascidos em 2004; e os trigêmeos Damian, Saxon e Kai, nascidos em 2006. Musk não tem mais relações com a filha Vivian, que é uma mulher trans, desde 2020, quando ela se assumiu. Os dois já tiveram brigas públicas e, no mês passado, Vivian chamou o pai de "patético". Musk disse que seu filho (referindo-se à Vivian) estava "morto" por conta da "cultura woke". O bilionário também foi casado com a atriz Talulah Riley, mas não teve filhos. Da relação com a cantora Grimes, nasceram X AE A-XIII (chamado de X) em 2020, Exa Dark Siderael em 2022, e Techno Mechanicus, cujo ano de nascimento não foi revelado. Em 2021, teve um casal de gêmeos, Strider e Azure, com a executiva da Neuralink Shivon Zills. Com ela também teve Arcadia, nascida em 2024, e Seldon Lycurgus, em 2025. Além dos 13 filhos reconhecidos, a influenciadora Ashley St. Clair afirmou que teve um filho com Musk em fevereiro deste ano. O bebê foi chamado de R.S.C. pela mãe. Musk não confirmou nem negou a paternidade. Os filhos de Elon Musk g1 George Soros George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. Francois Mori/ AP Nome completo: George Soros (György Schwartz) Idade: 94 anos, nascidos em 12 de agosto de 1930 Onde nasceu: Hungria Onde vive: Estados Unidos Família: 5 filhos Fortuna: US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 41 bilhões) Principais negócios: fundos de investimentos e Open Society Foundations George Soros nasceu em Budapeste, Hungria, em 1930. Veio de uma família de judeus que precisou se esconder para sobreviver ao Holocausto promovido pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Pouco depois do fim da guerra, aos 17 anos, Soros migrou para a Inglaterra, onde se formou na London School of Economics. Durante seu período de formação, trabalhou como garçom e carregador ferroviário para se sustentar. Soros fez fortuna no mercado financeiro. Entrou na área em Londres, trabalhando no banco de investimentos Singer and Friedlander. Em Nova York, atingiu o auge: trabalhou em algumas instituições financeiras até fundar sua gestora de fundos de investimento, o Quantum Fund Group, em 1969. Lá, administrou o dinheiro de clientes até 2011. Quem é George Soros, o megainvestidor bilionário que virou alvo de militantes brasileiros Uma curiosidade sobre Soros é que, em 1992, ele ficou conhecido como "o homem que quebrou o banco da Inglaterra". A economia europeia da época tinha um sistema monetário que visava estabilizar as taxas de câmbio das moedas da região. Para isso, os bancos centrais dos países precisavam intervir constantemente. Observando as fragilidades desse sistema, Soros apostou contra a libra esterlina, acreditando que a Inglaterra não conseguiria sustentar essa estabilidade monetária. Em 16 de setembro de 1992, quando o banco central do país não pôde mais segurar o patamar da libra, Soros embolsou uma quantia estimada em US$ 1 bilhão. Além do sucesso financeiro, Soros ficou conhecido por seu apoio a causas sociais e ao Partido Democrata nos EUA. Ele fundou a Open Society Foundations, uma rede internacional de filantropia, em 1993. Segundo a organização, seu trabalho é "construir democracias vibrantes e inclusivas, cujos governos sejam responsáveis perante seu povo". Em 2018, Soros retirou US$ 18 bilhões de seu patrimônio, alocados em uma empresa de gestão dos recursos da família, para destinar à Open Society. Bilionário George Soros transfere US$ 18 bilhões para filantropia Anualmente, a fundação doa quantias a diversos grupos e pessoas que promovem inclusão social e direitos humanos. O site da fundação diz que US$ 23 bilhões já foram gastos. Soros é casado com Tamiko Bolton desde 2013. Também foi casado com Annaliese Witschak, com quem teve três filhos — Andrea, Jonathan e Robert — e com Susan Weber, mãe de seus outros dois filhos — Alexander e Gregory. George Soros financia o Partido Democrata há mais de 20 anos. Ele começou a se envolver na política em 2003, ao criticar a invasão dos EUA ao Iraque. Ele apoiou a campanha de Kamala Harris no ano passado e tem uma fundação que financia projetos sociais.
Especialistas ouvidos pelo g1 listam série de obstáculos econômicos e políticos para o governo até 2026. Poder de compra da população, juros altos e falhas na comunicação são preocupações centrais. Quaest: desaprovação do presidente Lula chega a 56% e é a maior do mandato As mais recentes pesquisas de opinião mostram o declínio da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). São dados que vêm na esteira de fatores econômicos e políticos desafiadores para o governo, a pouco mais de um ano e meio das eleições de 2026. Além da disparada no preço dos alimentos — que elevou a insatisfação de grande fatia do eleitorado —, especialistas ouvidos pelo g1 apontam falhas na comunicação e problemas de estratégia entre os aspectos que ajudaram a aumentar o sentimento negativo de parte da população. A condução das contas públicas e a insatisfação do mercado financeiro também pesam para o balanço final da avaliação de Lula. Nessa conta, entram a inflação, a consequente queda no poder de compra dos brasileiros e os juros em níveis elevados, com a taxa Selic hoje a 14,25%. O governo tem adotado medidas, como a de facilitar o acesso ao crédito e tentar conter a alta dos alimentos. Também apresentou projeto para isentar do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil por mês e conceder descontos àqueles que recebem até R$ 7 mil. Os esforços, no entanto, podem não surtir o efeito esperado no humor do eleitorado, avaliam cientistas políticos. As ações podem não ser suficientes, de fato, para desafogar o bolso da população. A análise é que os incentivos podem até trazer um alívio momentâneo, mas o desafio será mitigar os impactos econômicos da elevação de gastos públicos. Leia nesta reportagem: A queda na popularidade de Lula Como cenário atual e contexto histórico ajudam a explicar baixa Medidas do governo vão ajudar a melhorar avaliação do eleitor? Os desafios e o que esperar para a reta final até 2026 Lula no Planalto em 12 de março de 2025 Evaristo Sa/AFP A queda na popularidade de Lula A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra que o governo do presidente Lula é desaprovado por 56% dos brasileiros (em janeiro, eram 49%) e aprovado por 41% (eram 47%). Essa é a maior rejeição do mandato. Veja abaixo. Já a última pesquisa Ipsos-Ipec, divulgada em 13 de março, aponta que 41% dos brasileiros avaliam o atual governo Lula como ruim ou péssimo, enquanto 27% o consideram ótimo ou bom. Foi a primeira vez neste mandato que o instituto indicou avaliação negativa superior à positiva. Entre dezembro de 2024 e março deste ano, houve crescimento de 7 pontos entre os insatisfeitos com a gestão petista. Veja no gráfico abaixo. Um mês antes, pesquisa Datafolha indicou que o presidente alcançou seu pior nível de aprovação em todos os seus três mandatos (24%), além de uma reprovação (41%) também recorde. Conforme o g1 mostrou na ocasião, 8 pontos podem justificar a queda na popularidade de Lula, incluindo a crise do PIX — que gerou uma onda de fake news sobre a fiscalização do meio de transferência —, a disparada nos preços dos alimentos e a atuação eficaz da oposição. Voltar ao índice. Cenário atual e contexto histórico ajudam a explicar baixa Comunicação Diante dos desgastes, o governo nomeou, em janeiro, Sidônio Palmeira como novo ministro da Secretaria de Comunicação. Marqueteiro de Lula na campanha de 2022, ele assumiu após avaliação do Planalto de que a queda na popularidade seria resultado, principalmente, de dificuldades na comunicação. Sidônio atualizou a linguagem das redes sociais de Lula e passou a apostar na comparação da gestão do presidente com a de Jair Bolsonaro (PL), com o intuito de tentar convencer o eleitorado de que o país está em um processo de melhora. O novo ministro tem atuado também para dar visibilidade a ações positivas do governo, como as altas do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 e 2024, o aumento real do salário mínimo, a geração de empregos e a baixa taxa de desemprego. "Por mais que a comunicação tenha se tornado mais efetiva, ainda não gerou resultado nesses 3 meses da gestão de Sidônio", analisa Cristiano Noronha, vice-presidente da Arko Advice. Segundo o cientista político, ainda há chances de que o governo consiga reverter a situação. Isso irá depender de uma série de fatores, como ações que garantam sensação de melhora no poder de compra da população. Inflação e disparada dos alimentos Em 2024, a inflação estourou o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e fechou o ano a 4,83%. A meta era de 3% e seria considerada cumprida se ficasse em um intervalo entre 1,5% e 4,5%. Com alta de 7,69%, o preço dos alimentos foi o que mais se destacou no período. Itens básicos foram atingidos, como o café, que subiu quase 40% no ano passado. Além disso, o subgrupo Alimentação no domicílio avançou 8,23% no ano, com o aumento no preço da carne (20,8%) como destaque. e da esquerda para a corrida ao Palácio do Planalto. O aumento de preços afeta, em especial, os cidadãos de baixa renda. Diante disso, Lula afirmou estar preocupado com a disparada dos alimentos, e disse que não descarta uma medida mais drástica para conter os preços. Recentemente, o governo decidiu zerar o imposto de importação sobre carne, café, milho e outros produtos para tentar reduzir a inflação. A medida passou a valer em 14 de março. Para especialistas ouvidos pelo g1, no entanto, a isenção deverá ter pouco impacto na inflação do Brasil, já que muitos dos alimentos acompanham os preços internacionais e outros países também têm enfrentado quebras de safra. Para o cientista político Carlos Melo, professor do Insper, mesmo que a inflação dos alimentos tenha sido impactada por fatores globais e de safra, esse é o principal causador do mau humor recente do eleitorado. "Não importa [para a população] se o ovo está mais caro por uma gripe aviária ou por motivos de ordem internacional. Alimentação mais cara mexe com o bolso do trabalhador, e isso atinge fortemente o humor das pessoas que precisam comer e têm restrições orçamentárias", diz. O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, destaca que, embora a variação nos preços dos alimentos nos dois primeiros anos do governo Lula tenha sido menor do que no mesmo período do governo Bolsonaro, a alta atual partiu de um nível já bastante elevado. "Dados trimestrais do IPCA [inflação oficial do país] também mostram que, na base anualizada, os preços estão mais altos agora no Nordeste, onde Lula tem um eleitorado importante", diz. "Bahia e Sergipe tiveram variações muito relevantes, o que ajuda a explicar em alguma medida essa perda de popularidade." Disparada do dólar Além dos problemas climáticos em 2024 — que prejudicaram a produção —, a disparada do dólar também foi determinante para a alta dos alimentos. O real desvalorizado encarece itens importados e torna a exportação mais atrativa para produtores locais. Isso diminui a oferta no mercado interno e os preços sobem. O último salto do dólar ocorreu em novembro, em meio à reação do mercado financeiro ao pacote de corte de gastos apresentado pelo governo. Mesmo com economia prevista de R$ 70 bilhões até 2026, o anúncio foi ofuscado pela proposta para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda — que diminuiria a arrecadação do governo. Além disso, entrou na conta o efeito Donald Trump, que, eleito, já prometia a aplicação de tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos, aumentando o temor nos mercados de que a inflação subiria em todos os países afetados. A moeda norte-americana disparou de R$ 5,67 em 6 de novembro para R$ 6,17 no último pregão do ano, encerrando 2024 com uma alta acumulada de 27,35%. Insatisfação do mercado financeiro O cenário refletiu também a insatisfação do mercado financeiro em relação à forma como o governo conduz as contas públicas. Investidores esperam que o governo corte gastos para gerar superávit primário (receita maior do que despesas) e, assim, reduza a dívida bruta do país, hoje em 75,3% do PIB. O mercado tem apontado, no entanto, para uma falta de medidas efetivas para o controle das contas. Levantamento da Genial/Quaest divulgado em 19 de março indica que agentes do mercado financeiro desaprovam a gestão de Lula. Segundo a pesquisa, Lula tem avaliação negativa de 88% e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de 58%. Os receios do mercado financeiro se refletem no dólar — e, consequentemente, na inflação e na taxa básica de juros, a Selic — da seguinte forma: Sem cortar gastos, o país tem uma perspectiva menor de controle da dívida pública; Um país mais endividado tem uma probabilidade maior de não cumprir com seus compromissos financeiros, e se torna mais arriscado; Um país mais arriscado só se torna atrativo se pagar juros mais altos pelos títulos; Com países mais seguros pagando juros mais altos no exterior, o Brasil fica menos atrativo; Se o Brasil está pouco atrativo, os investidores tiram dólares do país, enfraquecendo o real. Para Noronha, da Arko Advice, o mercado pode "não eleger" — ou seja, não ser maioria no eleitorado —, mas suas reações acabam "azedando o sentimento geral" da economia no país. "O mercado vê uma agenda de gastos do governo indo na contramão do que o Banco Central precisa, que é frear a economia para reduzir a inflação", diz. Contexto histórico — e capital político consumido A popularidade de Lula também está muito abaixo dos níveis registrados durante os primeiros dois mandatos do presidente. Em 2010, na reta final de seu segundo governo, a aprovação do petista chegou a 87%, conforme pesquisa Ibope publicada em dezembro daquele ano. "Do período em que Lula teve essa popularidade tão recorde até agora, passamos por alguns problemas, por exemplo, durante a gestão [da ex-presidente] Dilma [Rousseff], com grandes questões políticas, fiscais e econômicas", lembra Noronha, da Arko. No histórico, o cientista político destaca ainda o impeachment de Dilma e o descontentamento da população, que resultou em uma série de protestos pelo país, além da Operação Lava Jato e do escândalo do mensalão. "Então, isso abalou muito a imagem do PT e do Lula. Relembro essa história porque Lula acabou perdendo e consumindo muito do capital político que ele construiu lá atrás", acrescenta Noronha, destacando ser muito difícil recuperar essa popularidade. Voltar ao índice. Medidas do governo vão ajudar a melhorar avaliação do eleitor? Três principais medidas foram adotadas recentemente pelo governo na tentativa de melhorar a popularidade: A facilitação do acesso ao crédito, com a criação de um consignado para trabalhadores com carteira assinada do setor privado. Com o FGTS como garantia, o governo prevê que a taxa de juros caia cerca de 40%, quase a metade do que é cobrado atualmente. A isenção de impostos de importação sobre alimentos como carnes, café, milho, azeite, açúcar e outros, com o objetivo de reduzir os preços. A isenção do Imposto de Renda (IR), a partir de 2026, para quem ganha até R$ 5 mil por mês, além de desconto parcial e regressivo (ou seja, que cai conforme a renda aumenta) àqueles que recebem até R$ 7 mil. Essa era uma promessa de campanha de Lula. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, ainda é difícil prever se as medidas vão se refletir na melhora da avaliação do governo ou, em última instância, em votos em 2026. Carlos Melo, do Insper, acredita que, até a próxima eleição, Lula deverá anunciar novas medidas como a de isenção do IR e do consignado CLT. "São medidas que tentam pegar o público de menor renda. E isso será o suficiente? É difícil dizer", afirma. "As pessoas que não têm FGTS não são favorecidas. Quem não declara IR, porque tem uma informalidade muito grande, também não será beneficiado." "O governo, então, vai ter que encontrar um meio de chegar a esse público também", acrescenta Melo, dizendo que outro reflexo pode ser a elevação de juros, o que também leva à impopularidade. "Por isso, o governo está em uma situação difícil." Noronha, da Arko Advice, afirma que qualquer medida para aumentar o poder de compra e a renda das pessoas tende a gerar reflexos positivos na imagem do governo. "O ponto é: em um primeiro momento, pode trazer um alívio. Mas, depois disso, podem vir as consequências negativas." "Ou seja, tende a aumentar o juro, elevar o mau humor do mercado e influenciar o câmbio. E as pessoas sentem muito o impacto disso", continua. O economista André Galhardo, por outro lado, vê as medidas como a isenção do IR e o consignado CLT como positivas. "É claro que a questão fiscal é importante e que precisamos, sim, nos preocupar com o equilíbrio das contas públicas. Isso é inegociável e já está andando. No entanto, a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil vem em boa hora — ou até atrasada", diz, reforçando a necessidade de um imposto progressivo, no qual o aumento da cobrança acompanha o avanço da renda. Para Galhardo, o consignado para trabalhadores com carteira registrada também vem em um bom momento. "As pessoas que precisam tomar empréstimo para quitar obrigações mais caras ou para fazer um pequeno investimento tomariam crédito de qualquer jeito. Elas seguem pagando taxas devastadoras." Voltar ao índice. Os desafios e o que esperar para a reta final até 2026 Em 2022, Lula foi o primeiro brasileiro a conquistar nas urnas um terceiro mandato presidencial. Ele ainda não definiu se tentará reeleição em 2026, mas segue como o principal nome do PT e da esquerda para a corrida ao Palácio do Planalto. O cientista político Carlos Melo afirma que quem ocupa a cadeira da Presidência costuma ter muito poder eleitoral, diante da capacidade de movimentar recursos que os outros candidatos não têm. Mas destaca que o governo teve que manter os gastos elevados no início do mandato, o que acaba diminuindo a margem para a reta final, mais perto da eleição. "Foi um momento muito complicado, depois de uma pandemia, com aumento da desigualdade", diz. "Além disso, o governo não fez ajustes na racionalização da máquina pública e na melhora da qualidade dos gastos. Então, não vai para os últimos dois anos de mandato, que é o período eleitoral, com o caixa cheio." André Galhardo, da Análise Econômica, afirma que os gastos do governo também cresceram em meio à PEC da Transição e ao pagamento de precatórios (dívidas decorrentes de decisões judiciais). "Os gastos com o BPC também estão crescendo rapidamente. Isso é um problema que o governo precisa resolver", diz. Outro desafio é a taxa Selic, prevista para chegar a 15% neste ano — o que compromete o crescimento econômico em 2026, gerando uma dinâmica mais complicada em termos de receita do governo. "Aí, claro, tem que bloquear, contingenciar ou congelar gastos para cumprir o que está no disposto no arcabouço fiscal [a regra para as contas públicas]", conclui Galhardo. Voltar ao índice.
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