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A empresa Postos Petro Delta Ltda. iniciou suas atividades em 12 de maio de 1989, seu primeiro posto estava situado na cidade de Ibaté, no estado de São Paulo. Alguns anos mais tarde, precisamente em 15 de janeiro de 1992 foi inaugurada a primeira filial, localizada à Rua Domingos Cardoso n 405, no bairro Vila São Benedito.
Desde então, a empresa Postos Petro Delta vem crescendo no mercado de varejo de combustíveis e atualmente dispõe de 06 Postos na Região de São Carlos, localizados em pontos estratégicos para melhor atender seus clientes.
Os Postos Petro Delta contam com uma equipe de 60 colaboradores divididos em suas 06 filiais. A Organização trabalha focada na satisfação plena de seus clientes e no compromisso constante com a qualidade de produtos e serviços por ela comercializados. Porém, acredita que seu maior patrimônio está nas pessoas que nela trabalham e sendo assim investe na capacitação e aperfeiçoamento da sua equipe.
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Manifestantes protestam em apoio à comunidade universitária argentina, exigindo mais verbas e uma remuneração digna para o setor, além de se manifestarem contra o governo do presidente Javier Milei, em Buenos Aires, Argentina. Pedro Lazaro Fernandez/Reuters Gustavo Raul Perez franze a testa enquanto faz anotações em um caderno na loja de materiais de construção que administra há seis anos nos arredores de Buenos Aires, na Argentina. Desde que Javier Milei assumiu a Presidência do país, em 2023, com o voto de Perez, as reformas econômicas aceleradas de seu governo conquistaram investidores e elogios do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para o comerciante, porém, os efeitos mais sentidos são os custos mais altos e a perda de poder de compra dos clientes. “Este plano econômico é para poucos”, afirma Perez. A inflação argentina caiu de quase 300% para cerca de 33%, as importações foram ampliadas e os subsídios diminuíram. Apesar disso, o custo para Perez recompor os estoques da loja triplicou, enquanto seus clientes têm menos dinheiro para gastar. “Havia uma classe média três anos atrás. Ela não existe mais”, diz. A experiência do comerciante reflete uma contradição que se espalha por economias emergentes: as reformas que recuperaram a confiança dos investidores e ajudaram a estabilizar as contas públicas ainda não melhoraram as condições de vida de uma parcela significativa da população. No Marrocos, novos e imponentes edifícios comerciais contrastam com a insatisfação nos arredores das cidades. No Sri Lanka, a crise econômica e o calote da dívida ficaram para trás, mas a pobreza continua acima dos níveis anteriores à crise. Da retirada de subsídios aos combustíveis na Nigéria à privatização de empresas no Egito e à abertura do mercado no Uzbequistão, anos de reformas ajudaram países emergentes a enfrentar choques econômicos. Ao mesmo tempo, as medidas frequentemente provocam insatisfação entre cidadãos que ouvem falar de recuperação econômica, mas não percebem melhorias em suas próprias vidas. O ministro das Finanças da Nigéria alertou que não enfrentar a desigualdade é como “sentar sobre pólvora”. Já o banco central do Marrocos afirma que o desemprego persistente ampliou a distância entre o desempenho da economia e a percepção da população sobre a situação do país. “Quando as pessoas nos mercados emergentes enfrentam aumentos nos preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia, é isso que elas sentem imediatamente”, afirma Torbjorn Soltvedt, da Verisk Maplecroft, empresa de análise de riscos. Ele alerta que a insatisfação pode levar a protestos e à instabilidade. Segundo a companhia, o risco médio de agitação social no mundo atingiu neste ano o nível mais alto em quase uma década. 'Não havia outra escolha' Há anos, o FMI e investidores pressionam as economias emergentes a reduzir subsídios e controles cambiais — medidas que interferem nos preços e nas condições de compra e venda de moedas estrangeiras. A pandemia de Covid-19 e, depois, a disparada dos preços dos alimentos e dos combustíveis após a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia levaram muitos governos a acelerar mudanças. Entre elas estão cortes de gastos públicos, maior liberdade para a cotação das moedas e aumentos das taxas de juros. A retirada de subsídios e a desvalorização das moedas encarecem produtos, enquanto os cortes de gastos podem reduzir a renda disponível da população. Ainda assim, os governos “absolutamente não tinham outra escolha”, afirma Simon Quijano-Evans, da Macro Hive, empresa de análise econômica. Segundo ele, sem essas medidas, os países corriam o risco de cair em um “abismo” de perda de investimentos. As mudanças atraíram investidores de volta. Atualmente, as economias emergentes crescem cerca de 4% ao ano, aproximadamente o dobro do ritmo das economias avançadas. Mas, se a insatisfação popular comprometer as reformas, esses países poderão perder mais do que a confiança dos investidores. O retrocesso nas mudanças pode interromper os investimentos e a criação de empregos necessários para diminuir a distância em relação às nações mais ricas. Um mundo a duas velocidades No Marrocos, o fluxo de investimento estrangeiro direto — recursos aplicados por empresas e investidores de outros países em negócios e atividades produtivas — quase dobrou no ano passado. Mesmo assim, o país foi abalado por protestos liderados por jovens, que deixaram mortos. Em julho, centenas de pessoas que tentavam migrar também se dirigiram a um enclave espanhol vizinho, território cercado pelo Marrocos. “O Marrocos está se desenvolvendo em duas velocidades diferentes”, afirma o engenheiro civil Anass Sayad, enquanto caminha com a família pela Casablanca Finance City, região que concentra empresas e edifícios comerciais na cidade. Ao apontar para estádios e arranha-céus, ele diz que a educação e a saúde deveriam receber mais atenção. O governo aumentou os gastos com as duas áreas no orçamento de 2026, mas os efeitos das medidas ainda levarão tempo para chegar à população. O Banco Mundial estima que 1,2 bilhão de pessoas em países em desenvolvimento chegarão à idade de trabalhar na próxima década. A projeção levanta dúvidas sobre a capacidade dos investimentos de gerar empregos suficientes para absorver essa população. Preocupação mundial A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que a alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos, somada à redução da ajuda internacional ao desenvolvimento, aumenta a pressão sobre os países, apesar de anos de “trabalho árduo”. O Fundo também pediu mais apoio às nações de baixa renda. A insatisfação e os protestos, porém, não se restringem às economias emergentes. O aumento do custo de vida também levou manifestantes às ruas da França, da Itália e da Espanha. Os países ricos, no entanto, têm maior capacidade de usar recursos públicos para amenizar o impacto dos aumentos de preços sobre as famílias. Nas economias em desenvolvimento, a inflação também pode pesar mais porque os alimentos representam de 30% a 50% dos produtos e serviços considerados no cálculo dos índices de preços ao consumidor. Nos Estados Unidos, essa parcela varia de 13% a 14%. Em Colombo, capital do Sri Lanka, a vendedora de alimentos Sirimodara Wadaramge Sriyakanthi acorda antes das 5h para preparar mingau de ervas e marmitas de arroz para o almoço. Mesmo com os custos mais altos, ela tenta manter os preços próximos de US$ 2. “Vendo as marmitas por um preço razoável para que as pessoas possam pagar”, afirma. Ela se preocupa com as despesas escolares do filho e com as aulas de dança da filha. O Sri Lanka pode ter superado a crise econômica, mas, para ela, pouca coisa parece ter mudado. g1 ao vivo: Transmissão ao vivo
Eleições legislativas nos EUA podem redefinir o raio de ação da presidência de Donald Trump “Escolher outra proteína? Eu prefiro escolher outro senador.” A frase, dita por um homem enquanto preparava hambúrgueres em uma churrasqueira, faz parte de um vídeo da campanha de Scott Colom, candidato democrata ao Senado dos Estados Unidos pelo Mississippi. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 A declaração responde à republicana Cindy Hyde-Smith, que sugeriu, em entrevista à emissora Wlox, que os consumidores insatisfeitos com o preço da carne bovina buscassem outras fontes de proteína. Initial plugin text A poucos dias das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para 3 de novembro, o episódio revela como uma preocupação cotidiana chegou ao centro da disputa pelo controle do Congresso. Com a alta do preço da carne bovina e do diesel e a perda de poder de compra, candidatos dos dois partidos passaram a explorar o custo da alimentação na campanha. Em diferentes estados, porém, a carne assumiu um papel que vai além da economia: tornou-se, ao mesmo tempo, um símbolo da pressão da inflação e um marcador cultural usado para medir a sintonia dos candidatos com os valores das comunidades rurais e do setor pecuário. 🗳️ Conhecidas como midterms, as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos são realizadas na metade do mandato presidencial e renovam toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. No Texas, por exemplo, o democrata James Talarico tem aparecido em vídeos comendo churrasco depois de ser criticado por uma antiga decisão de sua campanha de comprar apenas alimentos veganos. Imagem mostra James Talarico visitando uma churrascaria no Texas, em 30 de setembro de 2026. Reprodução/Instagram Já no Colorado, republicanos tem explorado o histórico de ativismo do democrata Manny Rutinel pela redução do consumo de carne, enquanto o candidato procura levar o debate para o encarecimento dos alimentos. Em estados rurais e distritos eleitorais apertados, os democratas tentam transformar a alta dos alimentos em votos contra o governo do presidente Donald Trump. Os republicanos, por sua vez, procuram associar os adversários ao veganismo e a ameaças à indústria pecuária. LEIA TAMBÉM Frango pode ficar mais barato, principalmente no Sul, após caso de Newcastle em SC, diz Itaú Abóbora de quase 1.500 kg bate recorde mundial e entra para o Guinness; fruto renderia mais de 3 mil tortas No Texas, churrasco vira demonstração de identidade O candidato democrata ao Senado James Talarico discursa durante um comício em 13 de julho de 2026, em Eagle Pass, no Texas, Estados Unidos. (Foto: AP/Brenda Bazán, Arquivo) No estado do Texas, os republicanos recuperaram uma declaração de 2022 na qual James Talarico, candidato democrata ao Senado, comemorava a decisão de sua campanha de não comprar alimentos com carne e passar a adquirir apenas produtos veganos de comércios locais. Desde então, Talarico tem aparecido publicamente comendo churrasco. A estratégia busca rebater as acusações de que suas escolhas alimentares o afastariam da identidade cultural do estado. Já os adversários usam a antiga decisão da campanha para questionar a posição de Talarico sobre a pecuária, setor de grande importância econômica e cultural no Texas. Ao aparecer comendo carne, o democrata tenta rebater as críticas e mostrar proximidade com as tradições locais. No Colorado, ativismo vira alvo de republicanos Já no Colorado, o confronto entre economia e identidade aparece de maneira ainda mais clara. O republicano Gabe Evans, que representa o 8º Distrito Congressional do estado, explorou o histórico de Manny Rutinel, seu adversário democrata, em defesa da redução do consumo de carne. Na época da faculdade, Rutinel foi fotografado sem camisa, usando no peito uma faixa da organização Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais, a Peta. Em 2021, ele fundou a Climate Refarm, entidade favorável à diminuição do consumo de carne. Manny Rutinel, representante da Câmara do Colorado - 24 de março de 2025. Looktothewesternsky/Domínio público O democrata também assinou cartas em defesa do aumento de impostos sobre carne e laticínios e apoiou uma proposta para proibir o funcionamento de um abatedouro de cordeiros em Denver. A medida foi rejeitada em votação realizada em 2024, segundo a agência de notícias Associated Press. O histórico se tornou um ponto vulnerável em um distrito que abrange uma extensa região de fazendas, propriedades leiteiras e unidades de processamento de carne. A sede da JBS Swift, uma das maiores empresas do setor, também está localizada na região. Grupos conservadores passaram a explorar intensamente o assunto. O Daily Wire, por exemplo, divulgou um vídeo gravado de forma oculta no qual um integrante da campanha afirma que Rutinel come carne “o mínimo possível”. Para responder às críticas, o democrata passou a aparecer em público comendo tacos de carne. Ele também recebeu o apoio do sindicato dos trabalhadores da indústria frigorífica. “Não acho que os moradores do Colorado se importem com o que está no meu prato”, afirmou Rutinel. “Acho que eles se importam mais em conseguir pagar pelo que está no prato deles.” Evans argumentou que o problema não está nos hábitos pessoais do adversário, mas na possibilidade de que suas posições sejam transformadas em políticas públicas. “Não me importo com o que ele come pessoalmente”, afirmou o republicano. “Me Importa que ele queira usar o poder do governo para fazer todo mundo comer dessa forma.” No Mississippi, troca de proteína vira troca de senador No Mississippi, o episódio ganhou uma configuração diferente da observada em outros estados. Foi um democrata que usou a carne para atacar uma republicana, apresentando a sugestão de Cindy Hyde-Smith como uma demonstração de insensibilidade diante da dificuldade das famílias para comprar alimentos. A campanha de Scott Colom não questiona a posição da senadora sobre a indústria pecuária. Procura mostrar, em vez disso, que ela transferiu aos consumidores a responsabilidade por se adaptar aos preços elevados. A imagem do homem preparando hambúrgueres transforma a crítica econômica em uma mensagem eleitoral simples: se a alternativa oferecida é trocar de proteína, o eleitor também pode trocar de senador. Por que a carne ficou mais cara nos EUA Por trás da disputa política, existe um problema concreto. O preço médio da carne moída nos EUA atingiu em agosto o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1984. O produto custava US$ 6,92 por libra naquele mês, segundo dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. ➡️ 1 libra equivale a 454 gramas. Em setembro, o valor recuou para US$ 6,79, mas ainda estava 7,4% acima do registrado um ano antes. A alta é impulsionada por uma combinação entre oferta restrita e demanda elevada. Após uma sequência de secas que atingiu as principais regiões produtoras, o rebanho bovino dos Estados Unidos caiu ao menor nível em 75 anos. A redução limita a quantidade de carne disponível e mantém os preços pressionados nos supermercados. Como a recomposição do rebanho leva anos, esse desequilíbrio não pode ser resolvido rapidamente. O cenário colocou o governo Trump diante de um impasse: tentar reduzir os preços para os consumidores sem prejudicar os pecuaristas. Em agosto, o governo do republicano suspendeu temporariamente tarifas sobre a importação de até 300 mil toneladas de carne bovina. A medida foi direcionada para cortes magros usados pela indústria para a produção de carna moída e estabelece que o produto seja vendido por valores 25% inferiores aos praticados no mercado. O impacto para os consumidores, porém, foi limitado, segundo uma reportagem da rádio americana NPR. Em setembro, o preço da carne moída recuou apenas US$ 0,13 por libra em relação ao mês anterior. Entre os pecuaristas, a iniciativa provocou reação. Produtores dizem que a entrada de carne mais barata pressiona o preço do gado americano em um momento no qual as margens do setor já estão reduzidas. A insatisfação alcançou candidatos do próprio Partido Republicano. Ashley Hinson, que disputa uma vaga no Senado por Iowa, criticou publicamente a redução das tarifas para a carne importada. Segundo ela, a solução para conter os preços passa por apoiar os pecuaristas americanos para que possam expandir seus rebanhos. Donald Trump alivia restrições à importação de carne bovina para baixar preço do hambúrguer para os americanos Jornal Nacional/ Reprodução
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